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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Fechamento - Novembro/2016: R$ 63.058,28 (-R$ 1.161,41 ou -2%)

O mês de novembro se foi (já há mais de uma semana), e vamos à mais um fechamento deste blog.

Primeiramente, antes que perguntem por que não tenho feito mais posts semanais, adianto: não, não estou "desanimado" com o blog nem coisa do tipo, não estou pensando em deletá-lo como alguns outros fizeram. Não tenho postado por uma simples questão de tempo. Como é óbvio, o blog não é prioridade em minha vida e não tenho nenhum compromisso de postar semanalmente por aqui. Os fechamentos, ao meu ver, são os posts mais importantes, e por isso ao menos eles irei forçar-me a escrever todo mês.

Outra questão é que eu falei ainda muito pouco sobre minha estratégia de investimento, principalmente no que tange à análise de empresas. São vários temas que poderiam ser abordados, porém tudo isto toma tempo, ainda mais quando se tratam de posts mais elaborados como estes. Na aba 'Filosofia de investimento' alguma coisa já pode ser lida.

Neste mês o cenário econômico será solenemente ignorado neste blog, já que estou realmente muito pouco preocupado e interessado neste tipo de questão. Uma única sugestão aos leitores do blog, é que leiam a última previsão do economista Felipe Miranda da Empiricus, que está disponível aqui.

Desnecessário dizer o quanto acho risível o caráter escatológico dos artigos desta empresa, e desta vez poupo-me de fazer troça desta espécie de apocalipse reverso que está sendo anunciado para o próximo ano. Mas, cortando-se palavras como "urgente", "explosivo", "assine por um ano e ganhe acesso vitalício" e similares, acho que o artigo pode ter sim alguma utilidade. Cada um que leia e tire suas próprias conclusões.

E não, eu não consigo falar de Empiricus sem fazer chacota.

Agora, vamos aos números deste mês:

1- Evolução patrimonial



O patrimônio no mês de novembro recuou R$ 1.161 e estabilizou-se em R$ 63.058, um número ruim, porém ainda acima da projeção para este mês. De fato um aporte foi forçado afim de evitar que o patrimônio recuasse abaixo da barreira dos R$ 60 mil e meu automóvel agora encontra-se sem seguro.

Engraçado mencionar que, não existisse este blog, teria renovado o seguro normalmente e novembro seria um mês sem aportes (e acabaria continuando acima dos R$ 60 mil). Mantenho a decisão de não renová-lo e neste próximo ano veremos se a decisão se mostrará como sábia ou estúpida.

Abaixo, a progressão do patrimônio em forma de tabela:



2- Comparativo de rentabilidades


A rentabilidade caiu, acompanhando o Ibovespa, e novamente se distanciou ligeiramente do CDI. Os números mensais, anuais e históricos fecharam conforme abaixo:

Rentabilidade mensal: -4,40%
Rentabilidade anual: 17,54%
Rentabilidade histórica: 11,55%

3- Aportes mensais


Como já anunciado, um aporte foi forçado mesmo com a meta anual já ultrapassada. Os aportes atingiram R$ 22.488 neste ano de 2016, o que me deixa bastante satisfeito. Provavelmente dezembro não terá aportes afim de não ferrar com o início do ano de 2017, onde o IPVA chega sem pedir licença. 

Sim, novamente estou agindo de uma forma diferente da que agiria caso não existisse este blog. O fator psicológico é importante, e provavelmente passaria dois meses sem aportes caso aportasse neste mês de dezembro. Ratifico: talvez o fator psicológico não seja importante e eu esteja agindo como um perfeito imbecil.

Este mês decidi pela entrada no ativo IVVB11 após estudá-lo bastante e estudar opções alternativas. Para um patrimônio pequeno como o meu, não vale a pena abrir conta em corretoras internacionais devido às altas taxas de manutenção. Creio ser bastante válido o investimento internacional como uma forma de diversificação e consequente proteção do patrimônio, ainda mais se estamos falando de uma bolsa com a consistência e evolução histórica da bolsa americana.

Como sempre, farei a entrada neste ativo de forma vagarosa e gradual.

Tenho percebido um gradativo movimento conservador no caráter da carteira à medida que o patrimônio vai aumentando. Isso já era planejado, claro, mas tinha algumas dúvidas se conseguiria executá-lo e não havia uma maneira definida para tal. Tenho ficado bastante satisfeito com a forma que tenho tocado a carteira: significativo aumento na posição em bancos e financeiras, inclusão de uma nova empresa boa pagadora de dividendos, diminuição da exposição percentual em small caps de crescimento e agora a entrada em um ETF atrelado ao S&P com consequente exposição ao dólar. Isso me tranquiliza.

No próximo ano os ativos da carteira serão divulgados, ainda a se definir em qual mês. Provavelmente, quando divulgá-los já terei uma exposição considerável em IVVB11.

"Pera aí, você disse conservador com 100% do patrimônio em ações? Você só pode estar louco."

Longo prazo, meu amigo. A carteira de ações é para o longo prazo...

12 comentários:

  1. Ola PM.

    Bacana os numeros.

    Eu teria feito o seguro antes de aportar, segurança em nao ter prejuízo com um bem eu penso ser melhor.

    Acho interessante a exposição em ações, mas eu se estivesse começando nao teria somente renda fixa e FIIs.

    IVVB11 de fato é muito interessante.

    Numeros anotados para o ranking.

    Abraço

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  2. Senhores,

    Já fiz essa pergunta em outros blog's, mas resolvi compartilhar aqui:

    Possuo 17 (dezessete) ações em carteira, todas elas empresas muito boas.

    Atualmente, estou procurando adicionar de 01 (uma) a 03 (três) novas ações, razão pela qual tenho estudado a EDP Energias do Brasil, Cia Hering, CCR Rodovias, Odontoprev, Cosan e, até mesmo, a Tovts. Dentre elas, as que vem ganhando maior afinidade são ENBR3, CCRO3 e HGTX3.

    A ENBR3 é uma empresa com bons indicadores, mas apresenta enormes dificuldades em ser estudadas, em razão da falta de informações sobre seus negócios. Além do mais, recentemente fez uma diluição grande para seus acionistas, o que deixa receios;

    CCRO3 vem apresentado bons resultados, mas com uma alavancagem enorme, que faz medo. Foi uma empresa que nos últimos anos cresceu uma enormidade. É uma das empresas que mais gera dúvidas sobre as dívidas existente, embora seja característica do setor;

    HGTX3 é uma empresa boa pagadora de dividendos, com bons resultados e sem dívidas, mas que pode a vir sofrer com questões relacionadas ao setor varejista, quedas nas margens e no lucro.

    ODPV3 é uma empresa lucrativa, boa pagadora de dividendos e com sócio majoritário o Bradesco. Contudo, possui múltiplos esticados e está localizada em um setor com alta regulamentação, que é o setor de saúde, embora os planos odontológicos estejam sob menor influência.

    TOTS3 é uma empresa lucrativa, boa pagadora de dividendos, mas está inserida em um setor complicado, que é o de software e informática. Embora apresente lucros, seu setor é passível de fortes interferências econômicas. Não existem proteções como o setor de energia, mineração e bancário.

    CSAN3 (Cosan) é uma empresa complicada, embora em um setor interessante, que é o de Petróleo, Gás e Biocombustíveis. Estudei bastante, mas o próprio Bastter vê na empresa cenários nebulosos.

    Dentre as empresas citadas, gostaria da opinião dos senhores.

    O que mais impressionou no meu estudo, foi o crescimento da CCRO3 nos últimos 15 anos, bastante elevado, algo superior a 4000%.

    Se puderem, deem suas opiniões sobre a VLID3 (Valid), uma empresa bem administrada, paga dividendos várias vezes ao ano, mas que vem tendo queda nas margens.

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    Respostas
    1. Amigo,

      Vamos lá. Primeiramente, reforço de antemão que abordarei a questão com referência em meus próprios critérios. Cada investidor possui os seus, e por conseguinte, cada um possui uma carteira diferente. Eu invisto em empresas observando principalmente critérios de valor e tenho uma abordagem conservadora no processo de seleção.

      De todas as empresas citadas a única que eu teria em carteira é a Hering. É uma empresa que está negociada a preços aceitáveis, que possui uma administração extremamente conservadora (do jeito que eu gosto), e está em um setor que permite uma ótima compreensão por parte do investidor comum. As demais empresas estudadas não passam nos meus filtros básicos e, portanto, tampouco posso fazer uma análise detalhada. Elenco abaixo o porquê de não passarem:

      ENBR: Apesar de estar com múltiplos atrativos, (1) vejo empresas bem melhores no setor, como Taesa e Engie e (2) a empresa gasta aproximadamente 70% do lucro líquido com sua dívida, o que, ao meu ver, não é uma situação nada confortável.

      CCRO: Novamente, dívida. Eu não me sinto confortável com uma empresa tão alavancada como a CCR, a menos que seja um banco. Importante ressaltar que neste caso, por mais que a alavancagem da CCR seja bem maior que da ENBR, o custo da dívida acaba sendo menor devido aos ótimos resultados. Porém, para mim não serve.

      ODPV: Empresa que eu seria sócio tranquilamente, não estivesse sendo negociada a preços tão altos. Não vejo a regulamentação do setor como um problema. A empresa é bem redondinha.

      TOTS: (1) Empresa cara, (2) de um setor que eu detesto e (3) não tenho a menor condições de analisar, por realmente exceder minha capacidade. Não consigo sequer imaginar uma maneira de comparar os produtos e serviços da Totvs com o da concorrência. Portanto, apesar dos números razoáveis, é uma empresa que está fora de cogitação para minha carteira.

      CSAN: Realmente é uma empresa interessante. Eu não posso dizer mais que isso, já que eu nunca a analisei mais a fundo por um puro preconceito com o etanol. O etanol é uma péssima opção como combustível, visto que temos o diesel que oferece um rendimento absurdamente superior e uma poluição tranquilamente mais reversível. Somando a estes fatores o fato de que no ramo de distribuição possuímos uma empresa feito a Ultrapar como concorrente, nunca me interessei por analisá-la mais a fundo.

      Eu ainda pontuaria que, se o objetivo é a diversificação, existem opções interessantes quando se pensa em investir no exterior, mas para isso é necessário um montante significativo para a diluição das taxas. Um aumento de 17 para 20 empresas pouco influirá sobre o desvio padrão da carteira.

      Bom, é isso.

      Abraços.

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  3. Pretenso Milionário,

    Qual sua carteira de ações?

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    1. Anônimo,

      Por enquanto, opto por não divulgá-la.

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  4. Fala PM, quanto tempo meu caro. Felicidades e que o ano de 2017 seja um ano de realizações para nós todos.

    Mudei meu contato, não estou mais com aquele email. Qualquer coisa estou por ai a disposição.

    Suce$$o,
    Pode apagar essa msg.

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    Respostas
    1. Fala, Pardal.

      Felicidades e sucesso para nós.

      Depois, me envie um e-mail com o contato atualizado.

      Abraços.

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